Ser designer gráfico ou ganhar a vida de outro jeito?

O mercado hoje está longe de ser o paraíso, pois nem sempre paga bem e o cliente ainda precisa ampliar sua percepção sobre o valor do design para os negócios. Vale o desejo ou é melhor ser pragmático?

Por Caroline Fülep

Posso falar da minha área de formação com convicção: desde sempre não é nada fácil ser designer no nosso país. Porém, sempre ouço falar de tantas outras áreas profissionais distantes que fiz um balanço para começar mais um ano.

As queixas mais comuns dos designers são muito conhecidas e semelhantes. O mercado não é educado com os profissionais. Nós ainda herdamos a árdua tarefa de fazer o mundo pós-revolução industrial compreender para que serve um designer gráfico. Especialmente aqui, na nossa Terra Brasilis em eterno desenvolvimento.

Que seja. Isso é um  capítulo à parte. A questão agora é: por que ser um designer e não ganhar a vida de outro jeito? E garanto, há mil maneiras de ganhar a vida mais rápido do que sendo um designer. Isso vale para quem está escolhendo o curso da faculdade, ou para quem está se questionando diante das agruras do dia-a-dia. E a resposta se resume em duas palavrinhas: paixão e talento.

Há alguns anos, os formados em engenharia civil, por exemplo, saíam das faculdades direto para bancos. E não era para construir os edifícios, mas para lidar com a rotina financeira mesmo. Isso aconteceu num momento que o mercado estava desabando de tantos engenheiros. Como consequência imediata, a nova geração de aspirantes à esta profissão mudou de rumo diante da escassez de emprego. Agora, tempos depois, a engenharia está superaquecida, e onde estão os engenheiros? Para quem optou pelo que realmente gostava, há excelentes oportunidades hoje em dia.

São ciclos. Um dia é do engenheiro, outra quem sabe do designer. Este é o momento do jornalista. O curso foi o mais procurado na Fuvest. Faço o que eu gosto ou faço o que dá dinheiro? O famoso dilema me parece bem claro diante deste cenário.

Para aqueles momentos inundados de dúvidas, alguns caminhos para quem realmente gosta e acredita no design gráfico.

- Para quem escolheu ser um designer, pesquise as possibilidades de trabalho no mercado antes de mergulhar. Importante, informe-se quanto recebe em média um designer nos diversos setores. Isso pode ajudar a saber quanto se gosta de uma profissão. Além disso, passar uma temporada dentro de uma agência de design antes de cursar uma faculdade facilita a decisão. O dia-a-dia dos projetos é muito menos criação, e muito mais exaustão.

- Espiar os mercados vizinhos (moda, produto, fotografia, decoração, publicidade, etc). Como são e como trabalham estes profissionais? Há sempre o que aprender, ou até migrar para uma das profissões afins.

- Investigar os mercados distantes. Quem trabalha em outra área pode sempre contar uma maneira diferente de encarar situações similares: projetos, clientes e administração, por exemplo.

- Para quem está atuando, analise o porquê dos erros de tempos em tempos. Coloque no papel. Crescemos demais com as nossas falhas, desde que percebamos que elas aconteceram.

- Experimente de vez em quando ver o projeto pelo lado de lá. Olhos de cliente. Projeto personalizado tem que atender o objetivo do cliente. Não adianta só ser lindo de morrer. Artistas plásicos ficam em outro departamento.

- Relembre, ou estude, semiótica, arquitetura da informação, comportamento do consumidor, gestalt, marketing. Tudo que agregue mais valor ao projeto gráfico é bem vindo. Você vai se dar conta, e saber justificar, que o amarelo está ali com o vermelho não só porque são cores legais.

Um dia a procura por designers gráficos pode ser grande e portanto, muito valorizada. Quem ficar, vai ter lugar garantido. Enquanto não for, nos divertimos com o prazer de trabalhar todos os dias com o que gostamos de fazer.

Conceitos de Design: função, letras, cores e formas.

Não sabe bem o que é design, mas tem simpatia? Leia para ter uma compreensão mais clara da função do design e um roteiro para iniciar estudos. Se entendeu e empolgou, é isso mesmo.

Design está na moda. Usam essa palavra para se referir a uma porção de coisas, e que nem sempre tem de fato relação com Design. Essa palavra chama a atenção em Capas de Revista, Temas de Palestras, Cursos e Campanhas Publicitárias. As várias interpretações e o pouco esclarecimento sobre a real função do Design geram uma grande confusão e pouca eficácia no processo de criação para Web, assim como em outras áreas.

“Tio, o que é Design?”

Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto (em nosso caso um Web Site), a adaptação de um produto a necessidade dos seus usuários, cativando o seu uso através da estética, aplicando-se conceitos e usabilidade a sua forma. Porém não é difícil encontrar profissionais, empresas, cursos, matérias de revistas e conversas de botequim, associando o Design à produção de imagens, ou resumindo-o na manipulação de um Software específico.

Os Softwares são apenas ferramentas, e não garantem a qualidade do projeto. Nenhum software deve ser encarado como uma solução pronta. Existem diversos Softwares diferentes e com funções similares, e a escolha sobre qual utilizar deve ser de cada um. A definição do que é Design vai muito além do Photoshop.

O Design é uma área projetual. Sua função é responsável por gerar desempenho, qualidade, durabilidade e aparência a um produto. Cada trabalho a ser realizado exige planejamento, pesquisa, criatividade e técnica. Ao contrário do que muitos pensam, a função do Design não está vinculada pura e simplesmente a produção de imagens.

“A função do Design, além da estética, é tornar um produto funcional. É transformar Informação em Comunicação!”

Na produção de um Web Site (assim como em outros produtos) deve-se elaborar um projeto coerente, que forneça soluções eficientes e eficazes em usabilidade, desempenho e comunicação, focadas nas necessidades do Público Alvo. Não é um trabalho apenas criativo, mas também de planejamento e de pesquisa. Produzir um Web Site inevitavelmente exige “Pensar”.

Portanto, além da manipulação de Softwares, existem alguns métodos de planejamento e pesquisa que se deve conhecer, além de conhecimentos conceituais sobre como trabalhar a Pregnância da Forma.

“Tio, por onde começar o Projeto?”

Inicialmente, devem ser coletadas e organizadas as Informações para o projeto. Utilizar elementos dentro de qualquer peça gráfica sem um estudo do caso é um equívoco que compromete a comunicação e a funcionalidade. Há que se levar em consideração diversos fatores tais como: o objetivo do projeto, o produto a ser divulgado, o público alvo (sexo, idade, cultura, classe social, etc), Identidade Visual, Motivações, etc. Para realizar tal estudo do caso, nada melhor do que ter em mãos um

Briefing bem elaborado. O ideal para a elaboração desse documento é reunir-se com o cliente, tirando suas dúvidas, esclarecendo detalhes e orientando-o sobre conceitos e tecnologias. Quando esse processo de elaboração não é possível de se realizar com o cliente, pode-se enviar a ele um documento com perguntas a serem respondidas, o que nem sempre é satisfatório. É possível encontrar vários modelos e exemplos de Briefing na Web, dando uma noção de como esse documento deve ser feito. No entanto o ideal é não seguir um modelo, e sim elaborá-lo sempre de acordo com a necessidade do projeto.

Briefing
é um documento onde são colocadas as
informações edados necessários
para a criação de qualquer projeto,
como objetivos, propósitos,
informações sobre o cliente,
o produto a ser divulgado,
o público alvo,
prioridade das informações,
imagem a ser transmitida,
motivações, etc.

Após a análise do Briefing e com as devidas pesquisas feitas, o próximo passo é a Arquitetura da Informação. Como organizar a estrutura da interface e a distribuição das informações em categorias, além de priorizar a comunicação de informações mais relevantes. O documento apropriado para especificar a ordem e o posicionamento dos elementos que vão compor a página é o Wireframe. Através de uma forma esquemática, ele representa a distribuição e a hierarquia das informações a serem comunicadas. A partir dos posicionamentos do Wireframe é que se constrói o Layout.

“Cada elemento do Layout deve ter uma função”

Uma vez que uma das funções do Design é transformar Informação em Comunicação, nenhum elemento dentro do Layout deve estar lá sem comunicar algo. Elementos desnecessários podem confundir, poluir e dificultar o acesso e o entendimento das informações. Para um bom trabalho, é necessário fazer um estudo de conceitos visuais e de comunicação. Deve-se ter consciência do porque usar determinadas Cores, Fontes e Formas, e qual imagem e sensações esses elementos estão passando para o usuário.

Combinações cromáticas

As Cores têm poder de comunicação bem maior do que se imagina. É importante saber trabalhar com a Psicodinâmica das Cores, para que elas transmitam a imagem e as sensações orientadas no Briefing. Cada cor transmite informações, sensações e emoções diferentes. Uma boa introdução neste assunto é encontrada no site Color in Motion, que por meio de uma animação, dá exemplos de sensações e emoções que cada cor pode representar.

Para elaborar a Paleta de Cores de um site, é importante saber como trabalhar as Combinações Cromáticas. Por mais que se saiba que cores transmitem as sensações desejadas, é essencial saber como combina-las. Nesta tarefa é essencial ter em mãos um Círculo Cromático.

Uma ótima ferramenta que pode nos auxiliar na elaboração de uma Paleta de Cores é encontrada no endereço http://kuler.adobe.com.

 

“Toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras”


TipografiaOutro fato que se deve ter em mente é que toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras. Sendo assim, é importante ter um bom conhecimento de como trabalhar com a Tipografia. Para comunicar uma idéia deve-se trabalhar com fontes que priorizem a legibilidade e que tenham relação com o contexto do projeto. Deve-se saber, por exemplo, que fontes com Serifas não são indicadas para inclusão de textos na Web, pois a baixa resolução dos monitores faz com que as Serifas se sobreponham e dificultam a leitura. Porém, em títulos elas podem ter um bom resultado decorativo. Fontes sem Serifa conseguem ter uma maior legibilidade no monitor, principalmente se trabalhadas com um bom entrelinhamento. Existem diversas famílias tipográficas, cada qual com uma aplicação especifica, de acordo com o contexto. Saber escolher bem as fontes a serem usadas é um ponto importante na comunicação.

 

image Outro fator que auxiliará na Pregnância da forma é a aplicação das leis da Gestalt em nosso projeto. Segundo a Wikipédia, Gestalt é um termo intraduzível do alemão, utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma. Aprendendo a analisar as manifestações visuais e objetos ao redor, compreende-se melhor o porquê algumas formas agradam e outras não, podendo assim trabalhar esses fatores em nossos projetos. O estudo da Gestalt compreende a “integração das partes em oposição à soma do todo: estrutura, figura e forma”. Leis da Gestalt, como Unificação e Segregação, Fechamento, Boa continuidade, Proximidade e Semelhança, ajudam a orientar o processo de criação e obter resultados satisfatórios. Uma boa referência de Estudo sobre o assunto é o livro “Gestalt do Objeto: Leitura Visual da Forma”, do professor João Gomes Filho.

Os processos e conceitos necessários para se tornar um Designer não se encerram aqui. Outros conhecimentos, como Semiótica, Antropologia, Arte, técnicas de composição, além da busca de boas influências, são essenciais na formação de um profissional. Porém, a partir daqui pode-se ter uma compreensão mais clara do que é Design, além de uma direção para iniciar os estudos.

Conteúdo retirado da aula “Conceitos de Design – Letras, Cores e Formas”, ministrada aos alunos do Curso de Web Design Developer, do módulo de Projeto, em 31/08/2007, na Microcamp Internacional – São Bernardo.

Em defesa dos wallpapers bestas

Não há como negar que, de vez em quando, casa de ferreiro tem mesmo espeto de pau. Ou toda regra tem a exceção que a confirme, você poderia dizer. O fato é que a Apple, fenômeno inquestionável(?) de design, de vez em quando pisa na chapinha. Como sou um usuário fiel da marca há mais de duas décadas, algumas vezes fui testemunha de mancadas de partir o coração, como o mouse redondo. Mas sempre tive a interface da desktop como uma referência de integração entre beleza e funcionalidade. Daí surge o Leopard. Com maravilhas como Spaces e Stacks, a usabilidade continua em alta. No entanto eles parecem ter se esquecido de um fundamento pra lá de básico na teoria de design e comunicação visual: a cor suplementar.

Esse efeito de persistência de uma imagem muito brilhante você tem sempre que é “cegado” por um flash muito forte. E nem é preciso que a luz seja intensa se a exposição for contínua ou a cor, muito forte. Você certamente já o conhece por alguma brincadeira de ilusão de ótica: ao olhar fixamente para um objeto colorido por 30 segundos, depois mudar rapidamente para uma superfície branca, a “lembrança” do objeto visto anteriormente permanece, projetada em seu negativo.


Diz a história que Goethe, ao se hospedar em uma estalagem, saiu para o corredor e viu uma mulher sob uma luz muito forte. Ele teria se assustado com a presença dela e recuou. Quando voltou a olhar, ela já tinha ido. Mas a parede branca ainda mostrava sua imagem em negativo. Ele teria ficado tão impressionado que, como homem de ciência que era, resolveu estudar a natureza da luz e da cor. Ainda bem que ele era um homem de ciência, senão acreditaria em bobagens como a “aura” da tia em questão.

A resposta, apesar de ser menos fantástica, faz todo o sentido: os cones e bastonetes da retina se impressionam com certos espectros de luz e, como que para se recalibrar, buscam a cor oposta. Se ela não existir, eles a projetam. Esse fenômeno, também chamado de pós-imagem, é tão presente e comum que não costumamos nos dar conta dele. No entanto ele é a base de qualquer sistema de projeção de imagens em seqüência que causam a ilusão de movimento, como filmes, TV e animações.

E o que tudo isso tem a ver com a Apple e uma discutível pisada na bola no Leopard? Ora, se você busca complementar a cor e a imagem que vê, seus wallpapers devem ser o mais neutros possível, para que não projetem uma sensação falsa de cor na imagem que você está a trabalhar.

O Photoshop sabe muito bem disso. Tanto que dá a seus usuários qualquer opção de cor de fundo, contanto que seja preto (faz com que as cores da imagem se destaquem, diminuindo a diluição que um ambiente iluminado pode causar) ou cinza 50% (não interfere nas cores).

O velho wallpaper do OS X 10.4 Tiger era, sob esse aspecto, um espetáculo. Estiloso, mas neutro.

Apesar de gostar bastante dele, eu preferia deixar a tela inteira em cinza “quente”, ou seja, com uns 20 a 30% de vermelho ou amarelo, conforme a saída que o material teria. Muitos designers que desenvolvem fundos de tela são adeptos de idéias semelhantes…

…já outros, em especial os BEM nerds, ignoram a física da visão:

O mesmo pode ser dito dos que carregam alguma marca ou manifesto:

Nesse quesito, o cenário bucólico-pastoril-árcade do Windows XP sempre foi uma catástrofe, com contraste demais, cor demais e detalhe demais…

…só superado por aqueles fundos de tela de fotografias hediondamente nhé que, por algum motivo esotérico, são extremamente populares entre secretárias, recepcionistas e diretores de marketing de firmas.

Ai, ai, ai… pelo menos no que diz respeito à turma da Microsoft, parece que os rapazes aprenderam. Entre os 12 bilhões de defeitos que se pode atribuir ao Vista, os wallpapers não estão entre eles. Muito pelo contrário, eles são coisa fina.

Já o Leopard, que decepção. Será que os designers foram transferidos para o grupo do iPhone? Fotos de estrelas e gramas são legais, mas tudo tem sua hora e lugar.


Por isso, por mais que você goste da sua mulher, seus filhos, seu cãozinho, seu time de futebol, pense duas vezes. Mesmo que você seja descolado e goste do WordPress, do Linux, do Napster ou dos Malvados, lembre-se que sua desktop não é uma camiseta.

Minha sugestão é que você guarde os wallpapers para o celular. Jogue um cinzão besta no lugar e economize em aspirinas no fim do dia.

Pequenos Detalhes q/ Fazem Grande Diferença na Usabilidade

As armadilhas da língua

Tautologia – É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.

Nos sites encontramos mts destes exemplos, seja em seus menus ou nas notícias publicadas.

O exemplo clássico é o famoso ‘subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ‘surpresa inesperada’. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está caindo nesta armadilha.

O papel do arquivista, profissional da informação, nos portais corporativos

por Charlley Luz

O artigo do colaborador Charlley Luz nos apresenta como arquivistas podem auxiliar empresas na organização de informação e dados, frente ao mundo digital que elas estão inseridas atualmente.

Veja artigo completo.

Internet é mídia de nicho, não adianta negar.

Bem q/ digo q/ as coisas ñ são como parece….

Ah, alguns podem ter lido este post no blog do curso, pois achei bom postar lá tb.

Winking

by Luli


Às vezes parece que andaram borrifando LSD no ar. O que mais poderia explicar tamanha alucinação coletiva quando um monte de gente séria cita a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD/IBGE) para dizer que, com 32 milhões de usuários, a Internet se popularizou no país? Você certamente já deve ter ouvido que, em volume de acessos, o Brasil está no primeiro lugar na América Latina e no quinto lugar em todo o mundo.
Se não estranhou a posição no ranking, deve ser por uma das três opções:

  1. Você vive em um ambiente de alta tecnologia e não viaja muito pelo país;
  2. Você acredita que o mundo deve ser infinitamente tosco, tecnologicamente falando; ou
  3. Você, como eu e muitos, não deu muita atenção para o número.

Considerada a avalanche de informações a que somos submetidos diariamente, a terceira opção é a mais comum. Qualquer que seja o seu motivo, pare um pouco para examinar a situação: até dá para acreditar que sejamos os primeiros na América Latina, mas… QUINTOS DO MUNDO? Difícil de engolir, principalmente se considerarmos o nível de educação, o custo da infra-estrutura, o fato de existir pouquíssimo conteúdo em Português e o nível de renda da população, que faz do nosso o país mais rico da África, geograficamente deslocado.

O dado não está errado. Quem o cita só “esqueceu” de dizer que, segundo estimativas do censo de 2000, também somos o quinto em população, com cerca de 184 milhões. A pesquisa TIC Domicílios, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (cetic.br) é bem mais pecisa. Ela diz, por exemplo, que 21,9% da população acima dos 10 anos de idade acessa a rede, o que nos coloca em uma posição mais fácil de acreditar: 62º do mundo, quarto lugar na Latinoamérica. Estamos atrás de potências como a Costa Rica, Uruguai e Guiana Francesa, países que temos dificuldade em lembrar das capitais. A propósito, você já ouviu falar de alguma cidade além de Caiena na ex-colônia do Caribe Francês?

Ao examinar outros números da mesma pesquisa chega-se, por exemplo, a 97,03% de domicílios com TV. Até aí, nada de novo. Mas que tal 19,3% de computadores de mesa, um número bem próximo do de freezers e levemente superior ao de consoles de videogames? Ou os desprezíveis 0,61% de notebooks ou 0,09% de PDAs? Para quem, afinal, você acha que vai o lépitópi de cem doletas?

Muitos podem argumentar que não é necessário ter um computador para se ter acesso a um, e não há como negar a eles certa razão. Afinal de contas, quase metade dos brasileiros usam essas máquinas, e quase um terço dos nossos compatriotas usam a Internet. Se essa notícia parece animadora, vale a pena examinar como essas pessoas usam a rede. Até porque cerca de 6% esteve online pela última vez há três meses, provavelmente em Agosto.
Para que você não perca a conta, sobrou 28% da população. Mas ainda não comemore. Alguns desses, acredite, acessam menos de uma vez por mês. Os que acessam diariamente, como eu e você, não chegam a metade desse número.
Isso dá o que pensar. A Internet é, pelo menos segundo as estatísticas oficiais, duas vezes mais popular que a TV a cabo. Mas não ficou claro se eles computaram aqueles “gatos”, ou cabos ilegais, que eu ouvi dizer que existem por aí, e que você também deve ter ouvido.
Enquanto isso, aquele outro aparelho digital móvel, que muitos ainda insistem em chamar de telefone celular, já ultrapassa um alcance de dois terços da população, passando de longe os telefones fixos, que não chegam à metade. Destes, uma fatia considerável (17,78%) tem acesso à internet. O número é muito grande, só fica atrás de rádio e TV. Ouvi um técnico da Receita Federal dizer que ele é superior ao montante de CPFs ativos, mas não achei uma fonte oficial na Internet para citar.
Com tanta gente a usar, é natural que a penetração social seja gigantesca. Mas confesso que alguns dados parecem ficção. Você sabia que ele é usado por 36,14% de pessoas com menos de 4 anos de educação formal, entre eles muitos analfabetos que mal sabem ler os números do teclado? Que tem penetração superior a 60% em todas as faixas etárias entre 10 e 44 anos? Que 28,97% das famílias com renda inferior a R$300 têm pelo menos um deles? Enquanto anunciam sem muita convicção que a Internet está entrando na classe C, você poderia imaginar que 43,14% da população nas classes D-E usam um desses aparelhos? Que 88,62% deles são pré-pagos, o tipo cujos serviços são obscenamente mais caros?
Mesmo assim, o número de serviços desenvolvidos para celulares é pífio. Você conhece algum sistema de m-commerce? Algum serviço móvel baseado em SMS? Tem gente, acredite, que acha que eles são uma bolha dentro da bolha. E investem em muitas tecnologias, sem saber direito com quem estão falando.
Se começasse minha carreira hoje, trabalharia com conteúdo para celulares.

Qual a função do design?

Design está na moda. Usam essa palavra para se referir a uma porção de coisas, e que nem sempre tem de fato relação com Design. Essa palavra chama a atenção em capas de revista, temas de palestras, cursos e campanhas publicitárias. As várias interpretações e o pouco esclarecimento sobre a real função do Design geram uma grande confusão e pouca eficácia no processo de criação para Web, assim como em outras áreas.

Qual a função do design?

Qual a função do design?

“Tio, o que é Design?”

Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto (em nosso caso um Web Site), a adaptação de um produto a necessidade dos seus usuários, cativando o seu uso através da estética, aplicando-se conceitos e usabilidade a sua forma. Porém não é difícil encontrar profissionais, empresas, cursos, matérias de revistas e conversas de botequim, associando o Design à produção de imagens, ou resumindo-o na manipulação de um Software específico.

Os Softwares são apenas ferramentas, e não garantem a qualidade do projeto. Nenhum software deve ser encarado como uma solução pronta. Existem diversos Softwares diferentes e com funções similares, e a escolha sobre qual utilizar deve ser de cada um. A definição do que é Design vai muito além do Photoshop.

O Design é uma área projetual. Sua função é responsável por gerar desempenho, qualidade, durabilidade e aparência a um produto. Cada trabalho a ser realizado exige planejamento, pesquisa, criatividade e técnica. Ao contrário do que muitos pensam, a função do Design não está vinculada pura e simplesmente a produção de imagens.

“A função do Design, além da estética, é tornar um produto funcional. É transformar Informação em Comunicação!”

Na produção de um Web Site (assim como em outros produtos) deve-se elaborar um projeto coerente, que forneça soluções eficientes e eficazes em usabilidade, desempenho e comunicação, focadas nas necessidades do Público Alvo. Não é um trabalho apenas criativo, mas também de planejamento.

Voltar ao indice de artigoso e de pesquisa. Produzir um Web Site inevitavelmente exige “Pensar”.

Portanto, além da manipulação de Softwares, existem alguns métodos de planejamento e pesquisa que se deve conhecer, além de conhecimentos conceituais sobre como trabalhar a Pregnância da Forma.

“Tio, por onde começar o Projeto?”

“Briefing é um documento onde são colocadas as informações e dados necessários para a criação de qualquer projeto, como objetivos, propósitos, informações sobre o cliente, o produto a ser divulgado, o público alvo, prioridade das informações, imagem a ser transmitida, motivações, etc.”

Inicialmente, devem ser coletadas e organizadas as Informações para o projeto. Utilizar elementos dentro de qualquer peça gráfica sem um estudo do caso é um equívoco que compromete a comunicação e a funcionalidade. Há que se levar em consideração diversos fatores tais como: o objetivo do projeto, o produto a ser divulgado, o público alvo (sexo, idade, cultura, classe social, etc), Identidade Visual, Motivações, etc. Para realizar tal estudo do caso, nada melhor do que ter em mãos um Briefing bem elaborado. O ideal para a elaboração desse documento é reunir-se com o cliente, tirando suas dúvidas, esclarecendo detalhes e orientando-o sobre conceitos e tecnologias. Quando esse processo de elaboração não é possível de se realizar com o cliente, pode-se enviar a ele um documento com perguntas a serem respondidas, o que nem sempre é satisfatório. É possível encontrar vários modelos e exemplos de Briefing na Web, dando uma noção de como esse documento deve ser feito. No entanto o ideal é não seguir um modelo, e sim elaborá-lo sempre de acordo com a necessidade do projeto.

Após a análise do Briefing e com as devidas pesquisas feitas, o próximo passo é a Arquitetura da Informação. Como organizar a estrutura da interface e a distribuição das informações em categorias, além de priorizar a comunicação de informações mais relevantes. O documento apropriado para especificar a ordem e o posicionamento dos elementos que vão compor a página é o Wireframe. Através de uma forma esquemática, ele representa a distribuição e a hierarquia das informações a serem comunicadas. A partir dos posicionamentos do Wireframe é que se constrói o Layout.

“Cada elemento do Layout deve ter uma função”

Layout

Layout

Uma vez que uma das funções do Design é transformar Informação em Comunicação, nenhum elemento dentro do Layout deve estar lá sem comunicar algo. Elementos desnecessários podem confundir, poluir e dificultar o acesso e o entendimento das informações. Para um bom trabalho, é necessário fazer um estudo de conceitos visuais e de comunicação. Deve-se ter consciência do porque usar determinadas Cores, Fontes e Formas, e qual imagem e sensações esses elementos estão passando para o usuário.

Combinações cromáticasAs Cores têm poder de comunicação bem maior do que se imagina. É importante saber trabalhar com a Psicodinâmica das Cores, para que elas transmitam a imagem e as sensações orientadas no Briefing. Cada cor transmite informações, sensações e emoções diferentes. Uma boa introdução neste assunto é encontrada no site Color in Motion, que por meio de uma animação, dá exemplos de sensações e emoções que cada cor pode representar.

Para elaborar a Paleta de Cores de um site, é importante saber como trabalhar as Combinações Cromáticas. Por mais que se saiba que cores transmitem as sensações desejadas, é essencial saber como combina-las. Nesta tarefa é essencial ter em mãos um Círculo Cromático.

Uma ótima ferramenta que pode nos auxiliar na elaboração de uma Paleta de Cores é encontrada no endereço http://kuler.adobe.com.

“Toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras”

Tipografia

Tipografia

Outro fato que se deve ter em mente é que toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras. Sendo assim, é importante ter um bom conhecimento de como trabalhar com a Tipografia. Para comunicar uma idéia deve-se trabalhar com fontes que priorizem a legibilidade e que tenham relação com o contexto do projeto. Deve-se saber, por exemplo, que fontes com Serifas não são indicadas para inclusão de textos na Web, pois a baixa resolução dos monitores faz com que as Serifas se sobreponham e dificultam a leitura. Porém, em títulos elas podem ter um bom resultado decorativo. Fontes sem Serifa conseguem ter uma maior legibilidade no monitor, principalmente se trabalhadas com um bom entrelinhamento. Existem diversas famílias tipográficas, cada qual com uma aplicação especifica, de acordo com o contexto. Saber escolher bem as fontes a serem usadas é um ponto importante na comunicação.

Gestalt

Outro fator que auxiliará na Pregnância da forma é a aplicação das leis da Gestalt em nosso projeto. Segundo a Wikipédia, Gestalt é um termo intraduzível do alemão, utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma. Aprendendo a analisar as manifestações visuais e objetos ao redor, compreende-se melhor o porquê algumas formas agradam e outras não, podendo assim trabalhar esses fatores em nossos projetos. O estudo da Gestalt compreende a “integração das partes em oposição à soma do todo: estrutura, figura e forma”. Leis da Gestalt, como Unificação e Segregação, Fechamento, Boa continuidade, Proximidade e Semelhança, ajudam a orientar o processo de criação e obter resultados satisfatórios. Uma boa referência de Estudo sobre o assunto é o livro “Gestalt do Objeto: Leitura Visual da Forma”, do professor João Gomes Filho.

Gestalt

Gestalt

Os processos e conceitos necessários para se tornar um Designer não se encerram aqui. Outros conhecimentos, como Semiótica, Antropologia, Arte, técnicas de composição, além da busca de boas influências, são essenciais na formação de um profissional. Porém, a partir daqui pode-se ter uma compreensão mais clara do que é Design, além de uma direção para iniciar os estudos.

Direito na Web

Quem sabe ñ é o seu caso!

by Webdesign

..Sou freelancer e desenvolvi um layout para uma empresa. Enviei para eles para apreciação, foram feitas diversas alteracões, mas 0 projeto acabou não sendo concretizado. Ha poucos dias, entrei no site desta empresa e ele esta com 0 primeiro layout que eu desenvolvi. Eles contrataram uma outra empresa que usou meu layout somente com algumas alteracces e colocaram no ar. Gostaria de saber quais Sao os meus direitos e como devo proceder neste caso,”

Reportagem completa aqui.

A insustentável leveza da simplicidade

Por algum momento a simplicitadade saiu da moda??????(Gláucia Roberta)

Por: Frederick van Amstel

A simplicidade está na moda… de novo. Após o conturbado final do século XX, salpicado de rupturas tecnológicas e ameaças apocalípticas, as pessoas estão procurando conciliar o que o presente nos oferece com o que o passado tinha de bom. “Antigamente tudo era tão mais simples…” dizem uns. Entretanto, ninguém quer nem pode se desfazer dos novos confortos e voltar ao passado. Os produtos que fazem mais sucesso no momento são os que recuperam a simplicidade sem perder a sofisticação.

Parece um paradoxo, algo impossível de acontecer, simplicidade e sofisticação estarem num mesmo lugar, no mesmo objeto. Mas é real: empresas como a Apple e Google estão chamando a atenção do mundo pelo fino equilíbrio entre essas qualidades. A Google saiu do fundo de uma garagem para se tornar uma das maiores empresas do mundo em menos de 10 anos graças à simplicidade de sua página e à sofisticação de seu mecanismo de busca. Só é preciso digitar uma palavra e apertar um botão para ter acesso a milhares de informações espalhadas na Web. A complexidade fica por conta do sistema, que realiza operações mirabolantes para indicar à pessoa as páginas mais relevantes.

Mas a simplicidade tem um preço: a simplicidade esconde mais do que revela. Olhamos para um objeto ou uma pessoa simples e pensamos: “puxa vida, gostaria de ser como aquela pessoa” ou “ter o que ela tem”. O que não sabemos é que ser simples não é simples. Um sábio indiano certa vez escreveu que o segredo da felicidade é “vida simples, pensamento elevado”. Tento aplicar isso em minha vida, mas é tão difícil… O problema é que, em nossa sociedade atual, a vida é muito complicada. Temos que desempenhar diversos papéis sociais, vivenciar dramas, equilibrar conhecimento, economia e prazer numa agenda sempre lotada!

A simplicidade está na moda porque a complexidade impera. A cada momento, multiplicam-se em progressão geométrica as coisas que precisamos conhecer, relacionar e interagir para sobreviver. Definitivamente, não damos conta de tudo. Quando aparece um deserto nesse mar de oásis, ficamos embasbacados, pensando como é possível que ninguém sacou antes que poderia ser simples assim? Esse efeito estarrecedor da simplicidade é pura ilusão. Na miragem, o iPod parece uma caixa com um botão, uma rodinha e um display que é a solução para as demandas de consumo de música do indivíduo. Desmistificada a elegância da simplicidade, percebemos que ao invés de solucionar qualquer coisa, o iPod complexifica ainda mais a vida das pessoas. Agora temos que escolher não uma dentre 10 músicas do Discman, mas uma dentre 5.000!

A última versão do iPod, agora com monitor sensível ao toque, comporta menos músicas, mas faz um monte de outras coisas: funciona como agenda, calculadora e navegador de Internet. Na verdade, a Apple aproveitou o sucesso do iPhone e fez uma versão sem telefone: o iPod Touch. Para quem já tinha um iPod anterior e acompanhou o lançamento do iPhone, ele parece tão simples quanto o primeiro iPod. Agora, para quem está de fora dessa cultura, ele é uma quimera tão assustadora quanto o programador de gravação do videocassete. Como diz John Maeda em seu livro As Leis da Simplicidade, “o conhecimento faz tudo mais simples”, logo a simplicidade não é universal: para alguns é simples, para outros, não.

É por tudo isso que não concordo quando alguém evoca o velho bordão do design cunhado pelo arquiteto Mies van der Rohe na escola Bauhaus: “menos é mais!” Eu pergunto: menos é mais para quem? Van der Rohe usava ela para aludir à racionalização extrema de recursos: usar o mínimo de material para obter o máximo de eficiência de uso. O modernismo almejava a padronização do cotidiano segundo leis de bem-estar pretensamente universais. Hoje em dia, ninguém acredita que isso seja possível, no entanto continua-se a repetir que “menos é mais”. É porque a frase adquiriu um novo sentido. Diante de tamanha abundância de produtos e tecnologia, oferecer menos é um diferencial de mercado, ou seja, destaca o produto. Hoje, menos é diferente, não é mais. Se fosse mais, as pessoas pediriam menos produtos, menos funcionalidades, menos consumo, mas não é o que se observa na prática: as pessoas querem sempre mais e mais! Menos é menos e mais e mais; não dá pra correlacionar quantidade com qualidade.

Assim como o protagonista do romance A Insustentável Leveza do Ser sente o peso do comprometimento com a liberdade quando se envolve com uma mulher, nós sentimos o peso da simplicidade quando sua complexidade inerente se desvela. Negar a complexidade é tapar o sol com a peneira: o caos se alastra inevitavelmente. Entretanto, precisamos crer em simples ideais para sobreviver ao caos que nos consome em nossa sociedade atual.

Nota: a idéia desse artigo é problematizar a visão simplista que se tem da relação entre simplicidade e complexidade, manifesta, por exemplo, na excelente (porém simplista) palestra do meu amigo Horácio Soares. O primeiro artigo que encontrei que me fez repensar a empolgação com a simplicidade foi o questionamento sobre a pretensa simplicidade do Google de Donald Norman. Depois, o contato com os projetos explorando os prazeres complicados dos seres-humanos no Royal College of Art me convenceram de vez a ser mais crítico a respeito dessa questão.

Artigo a ser publicado na Revista Design do website da Tramontina Design Collection

8 Maneiras de Enlouquecer Um Designer

Fonte: Cobaia em Acao
Original em Inglês: Ghisroy.com

1- Microsoft Office
Quando você tiver que mandar um documento para um designer gráfico, certifique-se que ele foi feito com algum programa do Office. Versão PC se possível. Se você tiver que mandar figuras, você terá mais chances de enlouquecê-lo; ao invés de apenas mandar um jpeg ou um raw de câmera digital, insira as figuras em um arquivo de Office como o Word ou Powerpoint. Não se esqueça de baixar a resolução para menos que 72 dpi, assim eles terão que contatar você novamente para pedir
uma versão com a qualidade melhor. Quando você mandar a versão “melhor”, certifique-se que o tamanho seja no mínimo 50% menor. E se você estiver enviando as figuras por e-mail, esqueça de anexá-los de
vez em quando.

2- Fontes
Se o designer gráfico escolher Helvetica, peça Arial. Se ele escolher Arial, peça Comic Sans. Se ele escolher Comic Sans, ele já está 50% doido, então seu trabalho está 50% pronto.

3- Quanto mais melhor
Suponhamos que você precise de um designer para um jornal. Designers gráficos vão sempre tentar deixar espaços em branco em qualquer lugar. Margens largas, o alinhamento, o kerning do texto, etc. Eles vão dizer
que eles fazem isso para facilitar a leitura e manter um visual limpo e profissional. Mas não acredite destas mentiras. Eles fazem isso para deixar o documento ainda maior, com mais páginas, e isto lhe dará mais prejuízos com a gráfica. Por que eles fazem isso? Porque designers
gráficos odeiam você. Eles também comem bebês. Sem cozinhar, carne de bebê crua.
Então certifique-se de lhes pedir para colocar margens menores e um texto muito muito pequeno. Diferentes tipos de fonte também são uma boa pedida (e você ganha bonus se pedir Comic Sans, Arial ou Sand).
Peça clipart. Peça muitas figuras (se você não sabe como mandá-las, veja o item 1). Eles vão tentar argumentar e defender as escolhas deles mas não se preocupe, no final, o cliente está sempre certo e eles irão acatar todos os seus pedidos.

4- Logos
Se você tiver que mandar um logo de um projeto particular para um designer gráfico, de um patrocinador ou parceiro por exemplo, certifique-se de que ele seja realmente pequeno e um gif ou jpeg de baixa resolução. Novamente, você ganha pontos se inseri-lo em um
documento Word antes de mandá-lo. Agora você deve estar pensando que isto tenha sido suficiente mas se você quiser mesmo abalar a estabilidade mental de um designer gráfico, dê o seu melhor e mande uma versão do logo com um fundo que dificulte o seu recorte. Fundos pretos ou brancos devem ser evitados, já que são facilmente cortados com um layer style mais escuro ou mais claro no photoshop. Uma vez que o designer gráfico estiver trabalhando em um logo bitmap, diga-lhe que
você precisa dele maior. Se você precisa de um logo customizado, faça os seus próprios rascunhos em um guardanapo. Ou melhor ainda, deixe seu filho de 9 anos
desenhar isso. Seu rascunho não pode demorar mais que 5 minutos para ficar pronto. Você não quer algo detalhado e fácil de ser entedido, porque quanto menos um designer entender o que você quer, mais
mudanças ele terá que fazer no futuro. Nunca aceite o primeiro logo. Nunca aceite o nono, faça-o fazer várias mudanças, cores, fontes e clipart. Peça-lhe para adicionar uma foto no logo. Cantos. Gradientes.
Comic Sans. E quando ele estiver em sua décima tentativa, diga-lhe que você gostou mais da segunda. Eu sei, isso é cruel, mas lembre-se: designers gráficos são a causa do câncer de mama entre as mulheres de meia-idade.
* (nota da Mônica) Aqui eu acrescentaria: Chame Logotipo de “Logomarca”, você vai conseguir um resultado fantástico!… Vai enlouquecer o designer de verdade!

5- Escolhendo suas palavras
Quando estiver descrevendo o que você quer para um designer, certifique-se de usar termos que realmente não signifiquem nada. Termos como “jazz it up a bit”* ou “poderia tornar isso mais webístico?”. “Eu gostaria de um design bonito” ou “Eu prefiro gráficos legais, gráficos que, você sabe, quando você os vê você diz: esses são
gráficos legais.” são outras opções. Não se sinta mal com isso, você fez a coisa certa. De fato, é a sua obrigação porque todos nós sabemos que em noites de lua cheia, os
designers gráficos se transformam em lobisomens.

6- Cores
A melhor maneira para escolher as cores (porque você não quer deixar o designer gráfico escolher) é escrevê-las randomicamente em pedaços de papel, colocá-los em um chapéu e sorteá-las. O designer gráfico irá sugerir que você fique com 2 ou 3 cores no máximo, mas não. Escolha quantas cores você quiser e certifique-se de fazer o sorteio no chapéu na frente dele. Enquanto fizer isso, cante uma música bem chata.

7- Prazos
Quando for a sua vez de aprovar o design, relaxe. Não há pressa. Espere dois dias. Mais seis. Conforme o fim do prazo for chegando, contate o designer com mais correções e mudanças que ele tenha tempo
para fazer. Afinal, os designers gráficos são responsáveis pelos ataques do 911 (ou 190 aqui pro Brasil-sil).

8- Acabe com ele
Depois de aplicar todos os itens desta lista em sua vítima, faz parte da natureza humana (embora alguns irão argumentar se eles são humanos ou não) ficar um pouco inseguro. Conforme ele for percebendo que não
pode satisfazer suas necessidades, o designer gráfico irá abandonar todas as suas esperanças de vencer uma discussão e irá fazer só o que você disser para ele fazer, sem questionar. Você quer aquilo em roxo? Então é roxo. Seis fontes diferentes? Claro! Nesta altura dos fatos, você deve estar pensando que venceu, mas não se esqueça do seu objetivo: ele tem que desistir desse negócio. Então
esteja pronto para o golpe final: Quando estiver em suas decisões finais sobre cores, formas, fontes, etc, diga-lhe que está desapontado com a falta de iniciativa dele. Diga-lhe que afinal de contas, ele é o designer e que ele deveria ser o cara que coloca sua experiência e seu talento no trabalho, não você. Que você estava esperando mais soluções e avisos sobre o design dele.
Diga-lhe que você está farto desta falta de criatividade e que era melhor você mesmo fazer o seus layouts no publisher ao invés de pagar por seus serviços. E aí está. Você deve ter um designer gráfico imobilizado em uma camisa de força em pouco tempo!

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